Zuri: cartas abortadas e outros voos.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Lu(a)
Pois sob eclipses de quintal, ursos e amores de roxidão, preciso um presente do tempo; sem cuidado, o Amor não há de atravessar a não urgência de todas as coisas; a inurgência de coisa alguma; ou a urgência do respiro pelo pedido que não vem, posto que, sem cuidado, Amor não há.
domingo, 14 de junho de 2015
Voz
Derrubamos as paredes. De sobra agora, as quinas para o
nosso canto.
Um violão, bongô, discos de Clara...
Aquele cabum do meu peito, que
tanto se ainda atiça com a tua ausência, se acalma de ninar ao som, em sonho,
da tua voz.
Faz a primeira, vovô, que eu faço a terça.
sábado, 21 de março de 2015
Diminuta
As tuas pernas em harmonia, naquele andar de botas, teus cachos, a mocidade dentro de mim...
Que venha!
Foi questão de minuto.
sexta-feira, 20 de março de 2015
In vento
Os torós daquele de mar gris de acabar a grama tentou matar o sapatinho valente da minha chucra flor.
Mas não eu e ela.
Por ser de lá o calçado insistiu, e o era uma vez do sapatinho cor de terra e boniteza virou a era do sapato esverdeado de comer todos os tons.
Os sons.
Mas sim Eu e Ela.
segunda-feira, 16 de março de 2015
Na morada
Andando de perder os
ranços de lamúria, quatro mãos nos petiscos recheados. É de
aconchego.
De noite de atrair
amantes, almoços de amassar em conjunto ideal, tudo lá em casa.
Meio quilo de
farinha para aquele quilo de batata.
Doce.
Enquanto não vem
experimentação na Travessa Nova Esperança, chamo minha o que é feito de manha, o que é feito de amor, quem é feita de mim: meu dengo, meu bem, minha água de pote!
domingo, 8 de março de 2015
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