Um recém-querido desconhecido, de uns dias, me escreveu em letras garrafais: eu te acho o máximo, você se acha o máximo?"
...
...
Há para mim, duas
formas de desabotoar mal entendidos, uma pela força, quando você violenta, não
ouve e não se deixa esclarecer, ou que o outro se esclareça, e a outra pela
delicadeza.
A minha valentia de
força se perdeu, ou se guardou, reclusa que é, num lugar tão dentro de mim que
nem eu alcanço. Desejo de ser bem quista, bem vista, bem amada, bem respeitada,
esse, sim, me resta inteiro, sem o medo da destreza de não sercorrespondida.
Perguntas vêm,
subitamente, à memória: “você tem medo de ficar sozinha?”, “por que que a gente
é assim?”.
Não sou de deixar,
sempre fui deixada. Mesmo fulminada de mágoas, traições e faltas de cuidado e
bem querer, ou mesmo com um toque de desinteresse, mantive olhos e dedos
intactos, dispostos a dar e a discar.
Mas acabou.
Todos acabaram e, quando a gente se encara, pé no
pé, joelho no joelho, ombro no ombro e olhos nos olhos, vê que, genuinamente, a
porta se fechou e não interessa querer "ver o que você faz". Sim, eu
passo bem demais, mas, agora, não precisa ver, não tem que nada, nem alguma
coisa.
O máximo? Não sei, mas eu sou de não deixar.
O máximo? Não sei, mas eu sou desejante.
E como desejante-não-valente, a segunda forma é a
delicadeza.
Inquieta, sensível, falante trêmula, amarga-doce,
de passado autodestrutivo e atormentado pela inaptidão. Passado o passado, eu
levantei e andei, até correr seis quilômetros.
Zelina se importa com a opinião dos outros, se
emociona, se orgulha por uma oitavo lugar qualquer, dentre setenta e dois, num
vestibular qualquer, de um curso qualquer, com um pai, também, qualquer.
Zelina conversa com deus e chora.
"O máximo" me parece uma inverdade
superiormente interessante, em se tratar de mim mesma. Essa máxima eu não sou,
mas sou a máxima da delicadeza infrene.
O máximo? Nunca saberei, mas eu sou delicada,
carinhosa e gosto de abraços.
Visível, incomestível, não perecível, dada a
neologismos e, agora que aprendi, se "Costa" é originada do litoral,
litorânea sou, também.
O máximo, talvez não, mas eu sou de fé em deus, das
Letras, da Ufba, do oitavo lugar, dos amores acabados, da novidade vinda da
praia, da palavra e das águas.
Zuri.
Nenhum comentário:
Postar um comentário