quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sim!

Ante aos minúsculos sinais dos teus pés
– Breves como constrangimentos, eternos como fome –­
Que dançam compassados a outros que não os meus e me sorriem um sorriso de promessa, de dentes sadios, braços fortes e bem viver
– Que hoje é teu amor, minha habitação, invasivo de modo que de mim não pode desgrudar, se não em sete vezes setenta vidas –
Teus pés, os mesmos de pouco caminhar, e os meus, malha de amores subjuntivos, sem ainda se tocar, aquecerão um ao outro em cada poro e certezas de amanhã em diante
E sempre.
Sim, eu aceito!


Zuri.
16.07

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