O tempo comerá nossos anos, nossos músculos, devorará
nosso ardor
Nossas ideias e lembranças serão flácidas, moles,
esquecíveis
Envelheceremos.
Outra semana foi o ano em que tudo começou
A onda
Mas o tempo vem e leva a novidade
O tempo vem e lava a aventura
O tempo vem e corrói a vida
A corrente dos anos nos prenderá uma à outra, até que nosso
canto
(aquele lugar nascido no primeiro olhar apaixonado de um
século chamado domingo)
Se torne verde de musgo e velho
Mesmo, desaventurado, quieto e cômodo
Igual, amarelado como os escarros e cansado
Passaremos como passam as pitangas podres do terreiro da
nossa casa
E ainda assim, até lá, na decomposição da morte, seremos
eu e você.
Zuri.
Dá pra ver a vontade da perenidade no seu poema. è lindo, eu entendi. Mas eu não gosto de coisas escatológicas, então não gostei do "amarelado como os escarros". Fora isso, curti. É esse?
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