sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Náusea.

Oliver,

Em estado de abertura dos frags e fechamentos, até aos efeitos deliberadamente clichês, pego meu pouco dinheiro, saio, tomo uma tequila barata pra tentar lembrar os desígnios de (falsa) moral que me restam e me mandam afastar você.
Não posso. Bebo tanto que, de novo, me dou.
Minha inteligência emocional está afetada por alguma razão que até eu desconheço. Essas quatro ondas de fumaça, bocas e cabelos me instigam e, logo em seguida, me deprimem.
Tudo errado.
Muitos vínculos esquizowhatever, muitos vômitos sem ver, sem conhecer.
Tudo rodando, girando em sensações quase místicas.
Tive visões, explanações abrangentes de olhar no chão, de cabeça para baixo, no teto. Poder de segurar firme sua mão e atravessar paredes. Ou atravessá-las só, sem você.
Por dois minutos, ou cem horas, as pernas da ingenuidade se abriram para mim. E eu vi. Senti tudo, de rancor a altos prazeres voyerísticos. Percebi o cheiro de tudo que não se pode confiar. Ouvi todas as projeções da voz do que faz mal.
Expeli, cheiro, todo o resto de caos que se habituou a morar em mim.
Comi, vomitei.
Desconjuntei, tive mau contato.
O corpo não mais, mas as ideias masturbatórias ainda se mexiam...
Já é tempo de nem estar mais ali.
Você passou. Que venha agora a calmaria, o tempo de paz.
Zuri.

Um dia depois, primavera 2011.

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