sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Cante, Cindy Lou!



Tainana,

Há outro em mau tom, de lá para cá. Atmosfera carregada de gente que não sabe nas ruas.
Palavras emprestadas a ninguém e o mundo indo, girando em vínculos diversos.
Mas muito se diz no tempo de silêncios e tão pouco se traduz nas palavras concisas de almas que se (des)encontram.
Pra onde a gente vai? Me pergunto. E vem um bom pressentimento dizendo que iremos, com o tempo, nos banhar nas incontáveis águas de felicidade.
Guardemos nossas vidas dos sambas tristes e ruídos de hoje, porque o quem de cada um é tecido pelas ondas dos anos e guiado pelo olhar.
Amanhã terei memórias. Nesse instante tenho um domingo frio, flores e sua ironia lacônica. Amanhã terei crescimento, amor, parte de dúvidas e inteiro da certeza de que, como seu canto em gotinha lilás, Cindy Lou, nossa maturidade vem em camadas.
Cante, Cindy Lou, cante!
Camadas...

Zuri.

Fazendo as pazes, primavera 2011.

Um comentário:

  1. Aaaa, eu lembro dessa! No meio do caminho da leitura, me vem um sorriso, de inicio, levantando apenas um lado, porque veio a mente novamente o acontecido, depois ele se alarga, porque dentre enes motivo, você consegue transformar tudo em poesia! E me faz feliz e significativa quando diz: Cante, Cindy Lou, cante!
    Te amo, Zebeatiful! :)

    ResponderExcluir