Oliver,
Quando o sol morre em chuva, me faltam vermelhos, te sobram
fogos.
Quão bem se sentem meus braços ao te envolver na beira das
poças. Somente nós ao redor, dentro e fora das águas do nosso ninho.
Mas todo esse mar de vistas e sensações tão logo se vai. O
chão, o frio, o verdazul, a casa, nosso amor.
Num minuto sou tua, teu porto, teu calor. No minuto que
habita o seguinte segundo, sou uma lembrança embaçada onde nada mais se fita,
ou se tem.
A onda luminosa mora no instante que tange o nosso toque,
nosso olhar, nossa oportunidade.
Quando finda a madrugada e a explosão é trazida pela nova
manhã, nossa história se resume em névoa rosa. Mas as rédeas do tempo é ele
quem dá e as nossas vidas se bordam em pausas.
Aparecem aos poucos os loucos e raros momentos em cores e
formas dos nossos textos.
Dois caminhos onde tudo é lindo até não ser.
Fora das fontes de lua, passado e olhos sorridentes, dance.
Pelos sentidos tresloucados de nossas bocas afora, minha anestesia, dance para
mim!
Zuri.
Camaçari, primavera
2011.
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