Lu,
“Sem pedras o arco não existe”.
Há um ano a pilha do controle remoto do meu dvd acabou e só não assisto nele, desde então, por esse motivo. Digo um ano para ser boazinha comigo mesma, é claro, afinal, não posso me boicotar! Com otimismo, deve ser algo em torno de três décadas e, como você diz: “toda errada!”. Melhor deixar para lá...
Nunca fui muito de pensar sobre mentiras porque, para quem fala com exageros, como eu, aprender a mentir é quase um sonho, a se conter, então... Utopia. Larissa diz “você pensa que mente bem e que disfarça, mas, só pra você saber, todo mundo percebe!”. Sim, todo mundo percebe, todo mundo sabe, todo mundo vê, todo mundo ouve, todo mundo sente, exceto você!
Mentiros@s parecem viver e conseguir o que querem, afinal, o plano de solidão era voltado para quem, de fato, está só...
E hoje é sábado.
Mas e o justo, onde fica? E o certo, para onde foi? E o retorno, quando chega? E o tempo, Pai, o que diz de tamanha permissividade?
São tantos “por quê?” – Por que eu? Por que agora? Por que comigo? Por que não eu? Por que não antes? Por que não sem migo? Por quê?
É porque eu sou eu – aquela eu de todas aquelas falhas, a eu de faltas, a eu de não sinal de folha, a eu de disparates e gripes e cama e febre e falta de banho no tal dia 7 – ou por que alguém foi transformada em mim? Ou por que você compôs alguém em mim? Ou por que você quer achar alguém que não existe em mim? Ou por que alguém te deu uma eu que não sou?
Sei lá, mas hoje é sábado e quando é sábado tudo fica ainda mais difícil!
Pessoas, quando mentem, não deveriam ter direito a conseguir o que é buscado, mas, se a inverdade não é você, o que é buscado se dá, porque o que é buscado jamais se ausentou. O que é buscado sempre esteve lá e ausentou-se, pelos medos que alguém conhecia, apenas de mim.
Se não a própria mentira, o buscado é você, que saiu de mim, dos nossos sábados e do nome próprio.
Mas eu ainda sou eu e o mundo ainda é cheio de teias.
(Emaranhado fluxo de consciência: o que vou fazer no réveillon que passaria nos abraços com você? Onde você vai estar? Onde eu não sei, mas sei com quem, porque ela, sim, existe! Preciso comprar as pilhas para ouvir os fogos, à meia-noite, rindo de alguma comédia barata, jogada no sofá... O sofá é verde... Acabei de ver uma lagartixa... Putz, preciso estudar...).
Agora, sob descabidos tecidos que não se encaixam e um tantinho de racionalidade faz ver, não posso ter ideias geniais, nem levantar antes das 16:00, ou desfazer os nós nos meus cachos curtos, que estão tão embolados quanto o meu pensamento em você: Sabe? Fez? Inventou? Vingou? Mentiu? Traiu? Amou? Não sabe? Não fez? Não inventou? Não vingou? Não mentiu? Não traiu? Amou?
Ama? Então por quê?
A sensação que vem, que dá e não passa, é que toda a sobra deve ser dada ao esquecimento, mas eis a única coisa que é, para mim, uma certeza, contra todas as evidências, contra todas as coisas inventadas, somadas, ditas, feitas e não feitas, uma latência que vem i-n-s-i-s-t-e-n-t-e-m-e-n-t-e ao juízo, se reconfigurando em meio a tantos expostos: eu te amo em sobras, demasia, fervor, verdade, planos, expectativas e em frustração!
Eu te amo sem sentido, em todos os sábados, todas as segundas, todos os corredores onde te espero passar, em todos os quadros mal pintados e em todas as coisas que não preciso esconder.
Eu te amo de um amor de publicar e, pelas vias do cuidado, há de se sentir.
Cuide, Lu! Cuide!
Hoje, tudo desse amar não é como antes, mas com pesar e apesar(es).
Por quê?
Porque hoje é sábado e tudo que eu gostaria de deixar lá no mais profundo mar do esquecimento veio e nunca precisou voltar, porque nunca saiu: você!
Mas e a maldita pilha do controle remoto? Você sempre soube? Então por que não ligou, não escreveu, não viu? Você sequer pensa? Você nem luta e eu não posso ir além, porque além é onde já estou. Você mudou de nome!
Eu passo sem isso!
Quando a gente não tem os títulos, é o quarto, a música, o chocolate, o lugar... Hoje, o tempo é a ligação. Hoje, o nome é a sua voz. Hoje, saudade é o que tenho de você, que está em todas as coisas.
Lu, quando caminhamos dentro dos nossos sonhos, nossa essência não nos deixa só, e o amor, em e por si, é o melhor que há para se fazer, morrer e teorizar. Mas amor vale apena mesmo quando é de se viver.
Eu não quero te amar de morrer, não mais, eu quero te amar de viver e de emanar olhar, de longe, mesmo quando você come coisas misturadas no prato, quando parece não raciocinar, quando finge não saber quem eu sou, quando ignora o óbvio, ou quando faz uma volta completa em torno de si para nada, só porque é idiota, então, amor, eu vou te amar de longe, enquanto longe você quiser estar, e vou cumprir as promessas que me fiz.
Levantei.
Sair e comprar a pilha do meu controle remoto é movimento.
Eu não acredito em coincidências e todo ruído é sinal! Eu não acredito em coincidências é o mar de conversas forjadas é sinal! Eu não acredito em coincidências e olhos nos olhos é sinal, como é sinal o coração!
Mas, que me importa o sentido? Hoje é sábado...
Eu ainda estou aqui, vermelho ainda é cor, prelúdios ainda valem a pena e se é amor é de buscar.
Choveu.
Sempre chove e quando as águas vêm eu sinto: não pode ser, então, por que não me deixar molhar?
Não mais, não desse jeito, só.
Busque, ache e percorra o caminho para onde os sentidos te mandarem voltar.
Siga seus instintos e me tire, de uma vez, daqui!
“Sem pedras o arco não existe”.
Há um ano a pilha do controle remoto do meu dvd acabou e só não assisto nele, desde então, por esse motivo. Digo um ano para ser boazinha comigo mesma, é claro, afinal, não posso me boicotar! Com otimismo, deve ser algo em torno de três décadas e, como você diz: “toda errada!”. Melhor deixar para lá...
Nunca fui muito de pensar sobre mentiras porque, para quem fala com exageros, como eu, aprender a mentir é quase um sonho, a se conter, então... Utopia. Larissa diz “você pensa que mente bem e que disfarça, mas, só pra você saber, todo mundo percebe!”. Sim, todo mundo percebe, todo mundo sabe, todo mundo vê, todo mundo ouve, todo mundo sente, exceto você!
Mentiros@s parecem viver e conseguir o que querem, afinal, o plano de solidão era voltado para quem, de fato, está só...
E hoje é sábado.
Mas e o justo, onde fica? E o certo, para onde foi? E o retorno, quando chega? E o tempo, Pai, o que diz de tamanha permissividade?
São tantos “por quê?” – Por que eu? Por que agora? Por que comigo? Por que não eu? Por que não antes? Por que não sem migo? Por quê?
É porque eu sou eu – aquela eu de todas aquelas falhas, a eu de faltas, a eu de não sinal de folha, a eu de disparates e gripes e cama e febre e falta de banho no tal dia 7 – ou por que alguém foi transformada em mim? Ou por que você compôs alguém em mim? Ou por que você quer achar alguém que não existe em mim? Ou por que alguém te deu uma eu que não sou?
Sei lá, mas hoje é sábado e quando é sábado tudo fica ainda mais difícil!
Pessoas, quando mentem, não deveriam ter direito a conseguir o que é buscado, mas, se a inverdade não é você, o que é buscado se dá, porque o que é buscado jamais se ausentou. O que é buscado sempre esteve lá e ausentou-se, pelos medos que alguém conhecia, apenas de mim.
Se não a própria mentira, o buscado é você, que saiu de mim, dos nossos sábados e do nome próprio.
Mas eu ainda sou eu e o mundo ainda é cheio de teias.
(Emaranhado fluxo de consciência: o que vou fazer no réveillon que passaria nos abraços com você? Onde você vai estar? Onde eu não sei, mas sei com quem, porque ela, sim, existe! Preciso comprar as pilhas para ouvir os fogos, à meia-noite, rindo de alguma comédia barata, jogada no sofá... O sofá é verde... Acabei de ver uma lagartixa... Putz, preciso estudar...).
Agora, sob descabidos tecidos que não se encaixam e um tantinho de racionalidade faz ver, não posso ter ideias geniais, nem levantar antes das 16:00, ou desfazer os nós nos meus cachos curtos, que estão tão embolados quanto o meu pensamento em você: Sabe? Fez? Inventou? Vingou? Mentiu? Traiu? Amou? Não sabe? Não fez? Não inventou? Não vingou? Não mentiu? Não traiu? Amou?
Ama? Então por quê?
A sensação que vem, que dá e não passa, é que toda a sobra deve ser dada ao esquecimento, mas eis a única coisa que é, para mim, uma certeza, contra todas as evidências, contra todas as coisas inventadas, somadas, ditas, feitas e não feitas, uma latência que vem i-n-s-i-s-t-e-n-t-e-m-e-n-t-e ao juízo, se reconfigurando em meio a tantos expostos: eu te amo em sobras, demasia, fervor, verdade, planos, expectativas e em frustração!
Eu te amo sem sentido, em todos os sábados, todas as segundas, todos os corredores onde te espero passar, em todos os quadros mal pintados e em todas as coisas que não preciso esconder.
Eu te amo de um amor de publicar e, pelas vias do cuidado, há de se sentir.
Cuide, Lu! Cuide!
Hoje, tudo desse amar não é como antes, mas com pesar e apesar(es).
Por quê?
Porque hoje é sábado e tudo que eu gostaria de deixar lá no mais profundo mar do esquecimento veio e nunca precisou voltar, porque nunca saiu: você!
Mas e a maldita pilha do controle remoto? Você sempre soube? Então por que não ligou, não escreveu, não viu? Você sequer pensa? Você nem luta e eu não posso ir além, porque além é onde já estou. Você mudou de nome!
Eu passo sem isso!
Quando a gente não tem os títulos, é o quarto, a música, o chocolate, o lugar... Hoje, o tempo é a ligação. Hoje, o nome é a sua voz. Hoje, saudade é o que tenho de você, que está em todas as coisas.
Lu, quando caminhamos dentro dos nossos sonhos, nossa essência não nos deixa só, e o amor, em e por si, é o melhor que há para se fazer, morrer e teorizar. Mas amor vale apena mesmo quando é de se viver.
Eu não quero te amar de morrer, não mais, eu quero te amar de viver e de emanar olhar, de longe, mesmo quando você come coisas misturadas no prato, quando parece não raciocinar, quando finge não saber quem eu sou, quando ignora o óbvio, ou quando faz uma volta completa em torno de si para nada, só porque é idiota, então, amor, eu vou te amar de longe, enquanto longe você quiser estar, e vou cumprir as promessas que me fiz.
Levantei.
Sair e comprar a pilha do meu controle remoto é movimento.
Eu não acredito em coincidências e todo ruído é sinal! Eu não acredito em coincidências é o mar de conversas forjadas é sinal! Eu não acredito em coincidências e olhos nos olhos é sinal, como é sinal o coração!
Mas, que me importa o sentido? Hoje é sábado...
Eu ainda estou aqui, vermelho ainda é cor, prelúdios ainda valem a pena e se é amor é de buscar.
Choveu.
Sempre chove e quando as águas vêm eu sinto: não pode ser, então, por que não me deixar molhar?
Não mais, não desse jeito, só.
Busque, ache e percorra o caminho para onde os sentidos te mandarem voltar.
Siga seus instintos e me tire, de uma vez, daqui!
Zuri.
07 de dezembro do ano em que re-conheci o meu amor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário