"meu corpo exausto descansaria você", disse o meu idealizado bem, com seus futuros e sua boca de prosa semi-silenciosa, nas leituras que me fazem feliz.
futuro do pretérito: condicional.
esse bem é meu, o mesmo bem que agora se expõe ao sol, em águas artificiais de fundos azulados. ouvi dizer, Bem, que azul é a cor mais quente... nem vi.
esse bem que era meu e do litoral, hoje é de águas rasas.
preciso ir indo de lado e rindo de meio, e enchendo malas e mochilas para não superlotar cabeças - a tua, a minha, o mundo - . além de não combinar com teus óculos avermelhados, sou piegas, simplória, repetitiva, meio cega e mastigo devagar.
a linha...
de resto, minúcia: hábitos, manias, sonhos, bocas e mãos no meio da cozinha - ai, aquele prelúdio... - receio patológico de desagradar...
azul é, sim, quente, penso eu, cá, com meus inconformismos, mas amor não é só de querer fazer, é de colo e de dormir.
só o teu!
amanhecer? só contigo!
dar? só para inteiros, quando "só" não for "duas".
depois?
quem há de saber, se não ele próprio, o que, afinal, o tempo fará de nós?
eu sei que são de andanças e eu semanas, de forças e eu desalinhos, de estares e eu chamados.
sempre a linha...
eu sei que, enquanto azuis e quentes, sou cinza, nublada e de dormir, mas meu pensamento mais irregular não vê onde eu caibo em abreviações.
eu sou resiliente e grande!
torta que ando em tentar aplainar meus caminhos, fragmentei-me ao meio para, nos próximos sétimos dias que logo vêm e que sempre virão, me inteirar de mim.
sem mais, piscina é pormenor, Bem, chuva, que corre, lava e leva para longe, não!
Zuri.
véspera de sábado.
00:41
moby dick, vide uma de nossas músicas: "catavento e girassol"!
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