"i am not moby dick!"
zuri, repetitiva, gelina, aline, zeza, fraude, helena, amiga... tantos
são os nomes que me chamam e, de todos, eu escolheria qualquer um que não o meu
para, finalmente, não mais ser eu.
eu quereria ser até a invenção, aquela de teu achar sem discernir, que
obedece a exigências. tanto seria mais fácil não ser eu, não ser a eu fraca e
real. tão pequeno seria ser só aquilo. mas, vez ou outra, eu que(re)ria!
seria pequena que quase coisa alguma. pequena que calada. pequena que
desistente, embora desistente seja o que já preciso, ainda que real, só ser. ou
relutante por mim. relutante por nós,
quem sabe...
mas como posso ainda pensar em nós e, simultaneamente, ser a beira
daquela água parada e suja de fundo azul?
ah, sendo verdade, eu seria um nada!
nada, inexistente e desintegrada são tudo que quero ser sem os bordados
misturados dos nossos destinos.
"boa noite.": assim, em minúsculas e
ponto.
e a casa, as meninas, a caixinha, o amanhã?
eu agradeço a deus por tudo se resumir a "boa noite.", conhecendo o injusto que já veio de muito mais pesar.
tu tentas ser feliz, amor, vivendo de sol e de rir, e eu mereço, também,
tentar e não sufocar.
por isso o sono, por isso a fuga, por isso o desligamento
para lá, onde te encontro cotidianamente, como fora um dia o esbarrar dos
nossos olhos: sonhos
não posso me expor ao sol. nunca pude. seria isso?
que fazer, deus, com esse gigante que outrora era um grão e cresceu, e
apareceu e se estendeu tanto acima do que meu corpo sente poder suportar?
é o sal, a doçura, o apetite, a saudade desmedida, o pensamento fixado
no "se", nos sábados, nos dias 16... o pensamento fixado no " de
tanto falar do que é óbvio, serei eu a que não o vê?"
por quê tudo isso? cadê a tão falada obviedade que não me vem como vai aos meus?
sítios, fotos, planos, piscinas, reveillons, segundas-feiras, campos e
espaços: onde esse grão crescido que mora em mim não bate, meu coração também
parou!
para não dizer o que viventes terrenos leem em mim, e já nem posso mais,
direi num jeito teu daquilo estranho de querer dizer que, para mim, sempre diz:
"meu corpo cansado descansaria você! cansará?".
ainda não.
zuri, tentando não pensar
24.12.2013
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