sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Coração a seco: ciúme

"meu corpo exausto descansaria você", disse o meu idealizado bem, com seus futuros e sua boca de prosa semi-silenciosa, nas leituras que me fazem feliz. 
futuro do pretérito: condicional.
esse bem é meu, o mesmo bem que agora se expõe ao sol, em águas artificiais de fundos azulados. ouvi dizer, Bem, que azul é a cor mais quente... nem vi. 

esse bem que era meu e do litoral, hoje é de águas rasas.

preciso ir indo de lado e rindo de meio, e enchendo malas e mochilas para não superlotar  cabeças - a tua, a minha, o mundo - . além de não combinar com teus óculos avermelhados, sou piegas, simplória, repetitiva, meio cega e  mastigo devagar. 
a linha... 
de resto, minúcia: hábitos, manias, sonhos, bocas e mãos no meio da cozinha - ai, aquele prelúdio... - receio patológico de desagradar...
azul é, sim, quente, penso eu, cá, com meus inconformismos, mas amor não é só de querer fazer, é de colo e de dormir. 
só o teu!
amanhecer? só contigo!
dar? só para inteiros, quando "só" não for "duas".
depois? 

quem há de saber, se não ele próprio, o que, afinal, o tempo fará de nós?

eu sei que são de andanças e eu semanas, de forças e eu desalinhos, de estares e eu chamados. 
sempre a linha...
eu sei que, enquanto azuis e quentes, sou cinza, nublada e de dormir, mas meu pensamento mais irregular não vê onde eu caibo em abreviações.
eu sou resiliente e grande!
torta que ando em tentar aplainar meus caminhos, fragmentei-me ao meio para, nos próximos sétimos dias que logo vêm e que sempre virão, me inteirar de mim.

sem mais, piscina é pormenor, Bem, chuva, que corre, lava e leva para longe, não!


Zuri.
véspera de sábado.
00:41  

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