“N”,
[...]
as transições do querer me prendem a essa distancia que nos une no exato
momento quando você vai.
Você
que não entende, não está e não vê. É. E ser de você e permanecer assim me envenena.
[...]
Num
dado momento todas as medidas de tempo e espaço se confundem, se misturam nesse
choro de sorriso, alegria de dor. [...] que me leva de volta à solidão, não
pelo mero prazer, mas pelo vício dela, de crescer e ser quem sou quando não te
tenho por inteiro, ainda que tanto queira.
[...]
a definição dos papéis no contexto despretensioso do ir e vir me levam à insegurança
trazida com a imagem dela. Ela que contorna, determina meu relevo, ela que me
absorve, a linha que limita minha importância. A extremidade inferior da
direita. Quem possui, combina, toca, convém, intimida. Sente.
[...]
quem encontrarei no infinito, que está além de mim e de nós.
Com
toda a minha emoção contida e minha discrição, não por você, [...] mas pelo que
sou, me desprendo [...] dos desnecessários dramáticos efeitos.
Além
de mim e de nós.
Zuri.
Camaçari, primavera 2008
Zuri.
Camaçari, primavera 2008
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