quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Saudade.

Caitano,

Desculpa, não pude levantar e ir, sem me queixar, outra vez. Cheguei tarde, demorei demais. Mas ouça a nossa música. Outra vez e de novo e mais uma vez e sempre, até sair da melodia e tocar a palavra.
Siga o som.
Quero que saiba que eu sei de tudo que tenho.
Não te vejo, nem toco, ou sinto seu corpo próximo ao meu, roubando a ponta do cobertor, seu cheiro, seu gosto, seu calor nas noites de muitas águas, seu riso, suas expressões... Mas quero, sinto sua falta, muito e muito e sempre, a todo o tempo e não posso, porque se te vir, não vou te deixar!
Abandono tudo no ideal, tudo no pensamento, tudo na insistente fantasia.
Não pense que é impulso ou insistência, por favor, não é! Não vou evitar e também não quero nada em troca!

São apenas as minhas palavras, meus desabafos, minhas sensações, meus pensamentos. Só palavras...
Isso é tudo que eu quero ser hoje, porque eu sei que haverá sempre a palavra!

Te amo!
"Dormirei para avistar-te!"

Zuri.
Primavera 2010



Um comentário:

  1. Lindo, lindo. Apaixonado. Triste. Parece comigo, com as coisas que sinto. Daí sermos tão afins.

    ResponderExcluir