Caitano,
Mantenho as
páginas abertas, e com elas descubro vários horizontes, onde estamos antes,
onde estávamos hoje...
As vistas nascem na mesma janela. Tudo através da mesma porta.
Outra
história. Mais leve. Mais rápido. Devagar!
(Talvez
outra porta...).
Não posso usar, não posso abrir as cortinas, farei tudo as escondidas ou você
fará por mim?
Caí,
voltei, tenho medo de ver, mas estou aqui.
Sempre!
Então veja a beleza, chegue ao fundo do poço e farei! Farei sem ter nas mãos o
que será, sem saber, sem conseguir. Seguirei os passos procurando o mais
recente, por nada, ou pelo fim.
A confiança lhe deu as chaves pra fugir disso tudo e começar de novo, então,
vamos fugir juntos antes de pensar, antes que o querer se vá, antes que...
Agora!
E eu, com as portas fechadas, encerro outra vez e não repito quando nasce na
ideia o ar curioso e certo dos textos passados.
Importante, som, é a relação do presente e a vontade no que faço para estar
perto, no que insisto para sentir, no que me dedico a ver.
Bom mesmo é o mistério!
Na frequência desconcertante que me pego, te chamo e você não vem.
Vamos fugir para dizer sem laços, experimentar o futuro, sair do grito, saber a
verdade.
Vamos partir e, em outro lugar, correr os riscos e falar de vida, falar de
acaso, de desencontros...
Vamos fugir e brincar de não mais olhar.
Zuri.
Algum lugar, primavera 2010.
Algum lugar, primavera, de portas fechadas, sem expectativas, cheia de vontades dos alheios. "Fugir e não mais olhar". Olhar pra que, se o que se quer é seguir, o recomeço? Ou a volta? Lindo isso.
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