terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Fragmentos de uma carta.

“N”,


No silencio meu e seu, que se diz nosso, alguma coisa fugiu das medianas de expressão.
Medo, rancor, mágoa, sensação de impotência [...] são nada [...].
O perfume das palavras se esconde no personagem [...]
Vinte e três minutos. Lágrimas, risos, dúvidas.
Vinte e três minutos de nada a dizer [...].
Numa cristalização, me separei do que é líquido, veio a tentativa de mudança, porque o espaço vazio do que sinto [...] é descartável, mutável, [...] substituível.
Dentro da fábrica de sonhos, o óbvio nem sempre é o mais interessante. Te vejo e até não quero. Te ouço e vivo nessa troca um grande olhar.
Quando doeu fingi que não vi e continuei rindo da mesma piada.
Não é doença mental, meu rim esquerdo morreu, mas a vida não está aí. Ontem foi só um dia a menos.
A vida está nos fins. Os fins são inspiradores, mas não vá agora!
Não é doença mental, [...] é calor. É a sutil sensibilidade [...] o delírio da novidade já acabou [...], mas resgatei os dizeres, [...] mudei de fase. O sangue estancou.
Eis o poder da nossa peça.



Zuri.

Camaçari, transição 2009

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