“N”,
Tenho nada, nem preciso de nada. Então do que sentia falta? Por
que não escutava quando tentavam me mostrar quem você é?
Me enganei.
Eu quero um não, se não mereço sim, seu talvez não me basta!
Não estou mais perdida, nem me achei. Estou vagando, a
saber, a ouvir de você que tudo pode acontecer, melhorar, mudar, mas esses
“tudo” são a tradução perfeita do que é meu medo.
Você mente, eu sei!
E onde quer que vá, não iremos juntos, porque minha musica já
está livre. Porque, do nada, entrou, como, do nada, saiu.
(Experimentando, vivendo e tocando o melhor de mim).
Os discos arranhados, se repetindo, apenas, e você
permanecendo, num excesso repentino, repercutido de loucura, que não cabe na
minha vida, ou onde eu mesmo não caiba.
Será que você não vê, “N”, somos, no mínimo, muito distantes.
Entre nós, poucos centímetros são um ano luz.
Por isso, não aproxime minha singularidade numa grosseira
comparação, porque o mundo, sem mim, dos outros infernais, faz parte da mesma
farsa e forma um mar de rostos serpenteados, onde eu me afoguei.
A cada telefonema dela você mata, processualmente, a minha
alma, quando eu nem sei mais com o que me importar.
Você me desmontou, desconfigurou minhas crenças, mas, hoje,
tudo é diferente e eu notei a distância. Não estou mais!
Não há mais esforço pra ter o que oferecer, a crise de
emoção cessou.
Carnavais não são necessários, dramas, sonhos ilusórios, que
eram fantasiados na espera, também não.
O tempo se arrastou, mas o depois, que eu esperava, já veio.
O desejo faz bem até onde não machuca, então, o deixarei à
outra, outras, às multidões! (Devia tê-lo feito há dois carnavais!). Não quero
mais rolar na escuridão, afinal, há tanta coisa lá fora...
Estou comigo, me completando, me bastando.
Solidão, pra mim, não é fase, “N”, prefiro esse caminho a
estar contigo e, por consequência, com ela!
Seguindo à minha maneira, levando um pouco mais de cinismo,
aperfeiçoando planos, tocando a vida, o violão... Bem, sem você!
Sendo, agora, quem escolhi, aproveito para reorganizar minhas
prioridades.
Nunca achei que fosse fácil, e não é, achei o que não
procurava.
Tenho certeza, “N”, que não adianta perseguir uma satisfação
temporal, então, vou indo, porque não quero mais e ainda tenho uma vida pra
cuidar!
Livrando-me de todo o mal, adeus!
Zuri.
No fim, tempo quente 2008.
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